sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Mubarak renuncia

    Mubarak renuncia

    O presidente egípcio, Hosni Mubarak, renunciou ao cargo nesta sexta-feira, após 18 dias de protestos em todo país pedindo sua saída. O anúncio foi feito pelo vice-presidente, Omar Suleiman. Os poderes presidenciais vão ser assumidos pelo Conselho das Forças Armadas.
    Assim que terminou o pronunciamento do vice-presidente, centenas de milhares de manifestantes agitando bandeiras, gritando, rindo e se abraçando celebraram o anúncio. “O povo derrubou o regime”, gritava a multidão na praça Tahrir, no centro do Cairo.
    Mais cedo, a TV estatal informou que o presidente havia viajado com a família para o resort de Sharm el-Sheikh, no Mar Vermelho, partindo de uma base militar num subúrbio da capital.
    Informações desencontradas indicavam que Mubarak deixaria o cargo um dia antes, quando chegou a fazer um pronunciamento, mas apenas delegou poderes ao vice. A multidão que se concentrava na praça Tahrir, epicentro das manifestações dos últimos dias, ficou revoltada com a decisão.
    Hoje pela manhã, o Exército reuniu-se e anunciou que suspenderia a lei do estado de emergência no país, cedendo a uma exigência-chave dos manifestantes contrários ao governo, mas indicando que queria as pessoas fora das ruas.
    *Matéria por Milton Ribeiro/Sul21
    Acima, vídeo feito na hora em que os manifestantes receberam a notícia de que Mubarak havia renunciado.

Dilma reafima compromisso com a educação e combate à miséria

A presidenta Dilma Rousseff, em pronunciamento de cerca de seis minutos em rede nacional de emissoras de rádio e televisão, destacou que “a luta mais obstinada do meu governo será o combate à miséria”. Tendo como tema central a educação, a presidenta Dilma lembrou, no início do pronunciamento, o período de volta às aulas vivido no Brasil. Partindo deste ponto, a presidenta frisou que estava diante da sociedade “para reafirmar o meu compromisso com a melhoria da educação e convocar todos os brasileiros e brasileiras para lutarmos juntos por uma educação de qualidade”.
“Vivemos um momento especial de nossa história. O Brasil se eleva, com vigor, a um novo patamar de nação. Temos, portanto, as condições e uma imensa necessidade de darmos um grande salto na qualidade do nosso ensino. Um desafio que só será vencido se governo e sociedade se unirem de fato nesta luta, com toda a força, coragem e convicção.”





 
E, para isso, segundo afirmou, “nenhuma área pode unir melhor a sociedade que a Educação”. “Nenhuma ferramenta é mais decisiva do que ela para superarmos a pobreza e a miséria. Nenhum espaço pode realizar melhor o presente e projetar com mais esperança o futuro do que uma sala de aula bem equipada, onde professores possam ensinar bem, e alunos possam aprender cada vez melhor. É neste caminho que temos que seguir avançando com passos largos”, disse no pronunciamento.
A presidenta explicou também que o momento é para se “investir ainda mais na formação e remuneração de professores, de ampliar o número de creches e pré-escolas em todo o país, de criar condições de estudo e permanência na escola, para superar a evasão e a repetência”. E continuou: “E, muito especialmente, acabar com essa trágica ilusão de ver aluno passar de ano sem aprender quase nada.”
No pronunciamento, a presidenta destacou o caminho que o governo pretende trilhar como a oferta de mais escolas técnicas, de ampliar os cursos profissionalizantes, de melhorar o ensino médio, as universidades e aprimorar os centros científicos e tecnológicos de nível superior.
“É hora de acelerar a inclusão digital, pois a juventude brasileira precisa incorporar, ainda mais rapidamente, os novos modos de pensar, informar e produzir que hoje se espalham por todo o Planeta. Em suma, esta é a grande hora da Educação brasileira. Isso só será possível se cada pai, cada aluno, cada professor, cada prefeito, cada governador, cada empresário, cada trabalhador tomar para si a tarefa de acompanhar, discutir, cobrar, propor e construir novos caminhos para a nossa Educação. Como presidenta, como mãe e avó, darei tudo de mim para liderar esse grande movimento.”
Dilma Rousseff anunciou que ainda neste trimestre será lançado o Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica, o Pronatec, que, entre outras vantagens, levará ao ensino técnico a bem-sucedida experiência do ProUni. Estamos também acelerando, segundo afirmou, a implantação do Plano Nacional de Banda Larga, não só para que todas as escolas públicas tenham acesso à internet como, também, para que, no médio e longo prazos, a população pobre possa ter internet em sua casa ou no seu pequeno negócio a preço compatível com sua renda.
Ao mesmo tempo, conforme explicou, o governo está tomando medidas para corrigir e evitar falhas no Enem e no Sisu. Ela disse que “é fundamental aperfeiçoar e aumentar a credibilidade destes instrumentos, que são muito importantes na avaliação do aluno e da escola e, portanto, na melhoria da qualidade do ensino”.
Ao concluir o pronunciamento, a presidenta explicou a “que a luta mais obstinada do meu governo será o combate à miséria”. Isso significa, pontuou, fortalecer a economia, ampliar o emprego e aperfeiçoar as políticas sociais. Isso significa, em especial, melhorar a qualidade do ensino, pois ninguém sai da pobreza se não tiver acesso a uma educação gratuita, contínua e de qualidade. Nenhum país, igualmente, poderá se desenvolver sem educar bem os seus jovens e capacitá-los plenamente para o emprego e para as novas necessidades criadas pela sociedade do conhecimento.
Ela explicou também o novo slogan de seu governo: “País rico é país sem pobreza. Este será o lema de arrancada do meu governo. Ele está aí para alertar permanentemente a nós, do governo, e a todos os setores da sociedade, que só realizaremos o destino de grandeza do Brasil quando acabarmos com a miséria.”
“Sem dúvida, essa é uma tarefa para toda uma geração. Mas nós temos determinação para realizar a parte importante que falta, para que a única fome neste país seja a fome do saber, a fome de grandeza, a fome de solidariedade e de igualdade. E para que todos os brasileiros possam fazer da educação a grande ferramenta de construção do seu sonho. Muito obrigada e boa noite.”

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Dada a largada para a 2ª Conferência Nacional

O ano de 2011 inaugura um novo ciclo político no Brasil. As eleições de 2010 renovaram a composição do Congresso Nacional, (re) elegeram novos/as Governadores/as e conduziu Dilma Roussef como a primeira Presidenta da República do Brasil. A Presidenta Dilma assumiu o compromisso de avançar o projeto político iniciado por Lula.
Gabriel Medina *
Porém, temos consciência de que as mudanças e o aprofundamento das transformações sociais e políticas no Brasil dependem da capacidade de organização e da pressão do movimento social.
O desafio da juventude se torna muito grande nesse contexto. Vivenciamos uma série de conquistas com a construção da Política Nacional de Juventude (Lei 11.129/2005), com a criação da Secretaria Nacional de Juventude, do Conselho Nacional de Juventude, da execução do Projovem e de políticas universais em várias áreas. No entanto, é preciso afirmar que as pautas da juventude ficaram  fora do debate eleitoral e, ao que parece, é um tema periférico neste início de Governo. Muito se fez com Lula e, mesmo assim, estamos muito distante das expectativas dos/as jovens brasileiros/as.
Nos últimos anos, muitos foram os avanços no tema com a criação de conselhos e órgãos de gestão em inúmeros municípios e Estados brasileiros; com a aprovação da Emenda Constitucional 65 que introduziu a terminologia “Juventude” na Constituição Federal; com a realização de três edições do Encontro Nacional de Conselhos e; com a organização do Pacto da Juventude subscrito por inúmeros candidatos em todo o Brasil.
O ano de 2010 foi marcado pela maior população jovem de nossa história: 51 milhões. Nas próximas três décadas o Brasil viverá o chamado bônus demográfico, período que teremos uma população economicamente ativa maior do que a dependente, que atingirá seu pico no ano de 2022. Esta, sem dúvida, é uma das maiores oportunidades já vividas pelo país, somada ao bom momento político e econômico do Brasil com aumento dos empregos formais, diminuição da desigualdade social e a possibilidade de consolidação do processo democrático. Por isso, o Brasil está diante de uma oportunidade única e o lugar que assumirá a juventude neste processo é uma questão central para projetar uma sociedade justa, desenvolvida e que assegure qualidade de vida aos seus cidadãos.
 Portanto, a realização da 2ª Conferência Nacional de Juventude, convocada por Decreto Presidencial no dia 12 de Agosto de 2010, com previsão de realização no ano de 2011, ganha centralidade na agenda política das juventudes. Estas precisam afirmar o seu direito de participar como sujeito estratégico do projeto de desenvolvimento do Brasil.
Na gestão de Lula, o Governo Federal desenvolveu o Plano Brasil 2022. A proposta traz uma reflexão sobre o futuro do país, fixando metas para 2022, ano que o Brasil comemora o bicentenário de sua independência. Coordenado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), com representantes de todos os Ministérios, as Casa Civil e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) o plano foi dividido em setores: Economia, Sociedade, Infraestrutura e Estado. O Plano constrói um balanço de cada setor e apontou metas e ações para os próximos anos no mundo, na América do Sul, no Brasil e também sinalizou metas para os próximos 100 anos para o país. A juventude deve ser se debruçar sobre este documento e, em uma perspectiva geracional, apresentar ao Governo suas expectativas para o presente e futuro.
UM SALTO NECESSÁRIO
A 1ª Conferência de Juventude foi um marco importante para o Brasil. Mais de 400 mil jovens participaram de um processo inovador, que se tornou referência para a democracia participativa brasileira. Como exemplo, citamos a realização de Conferências Livres em todo o território nacional. Naquele momento o lema da Conferência foi “Levante sua Bandeira”. Foi a oportunidade de os/as jovens apresentarem à sociedade brasileira seus anseios e demandas.
A 2ª Conferência Nacional de Juventude precisa dar um salto de qualidade, que amplie sua capilaridade e contribua para que a juventude opine sobre os grandes temas do país. Chegou a hora de afirmar quais são as políticas prioritárias do Governo Dilma, sugerir metas, prazos e como implementá-las com participação ativa da juventude. Para tanto, será preciso uma Secretaria Nacional de Juventude mais vigorosa, que consiga de fato assegurar a transversalidade de políticas universais que atendam a juventude no conjunto dos Ministérios de forma integrada, desenvolvendo sua capacidade de coordenar programas específicos inovadores.
A 2ª Conferência precisa deliberar de maneira decisiva a necessidade de avançarmos nos marcos legais da juventude e, portanto, fazer avançar as leis que tramitam no Congresso, como o Plano Nacional de Juventude e o Estatuto da Juventude. Nesse sentido, a definição sobre quais são os direitos da juventude, quais são as políticas e programas prioritárias para garanti-los e qual é o modelo de gestão devemos ter para executá-los, devem constituir as questões provocadoras para a elaboração do texto base que circulará pelo Brasil para a discussão.
A nova proposta de regimento da 2ª Conferência Nacional de Juventude apresentado pelo Conjuve busca defender aspectos positivos da 1ª Conferência, como as Conferências Livres e criar novos mecanismos que ampliem a participação com a organização de um sistema que permita a participação virtual pela internet e as Conferências Territoriais, no âmbito dos Territórios da Cidadania, que permitirão maior participação dos/as jovens rurais, quilombolas, ribeirinhos e indígenas.
Por fim, a 2ª Conferência deve disparar uma discussão nos movimentos, organizações, redes e fóruns de juventude para a construção de uma pauta unificada da juventude que ajude a consolidar um calendário de lutas para o próximo ano. Sem luta social organizada, sem pressão política, dificilmente avançará a Política Nacional de Juventude. 
* Gabriel Medina é presidente do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve).

Rio Grande do Sul - Pós-graduação em marxismo terá nova turma em 2011

 Será aberta nova turma do curso de pós-graduação “O Pensamento Marxista Clássico e a Atualidade”, graças à grande procura e interesse que houve pela primeira edição, realizada em 2010. A iniciativa é produto da parceria entre o Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e região (SindBancários) e a Faculdade Porto-Alegrense (Fapa). Interessados podem se inscrever até o dia 11 de março.
Através da análise de textos clássicos de Karl Marx, Friedrich Engels e seus principais herdeiros intelectuais, o curso permite que os alunos entendam de forma crítica princípios da organização política, econômica e social vigentes. Para isso, o currículo norteia temas como economia, política, filosofia, história, sociologia e o marxismo depois de Marx, no mundo e no Brasil.
As aulas acontecem às segundas e quartas, das 19h20min às 22h50min, sempre na Fapa. Outras duas disciplinas estão previstas para quinta, no mesmo horário, e sábado, das 8h20min às 11h50min.
.: Veja o corpo docente, disciplinas e outras informações sobre o curso no link www1.fapa.com.br/folder/pos/folder288.pdf

Matrículas: até 11/03/2011
Local: Secretaria de Pós-Graduação da FAPA (Av. Manoel Elias, 2001, sala 1201, prédio 1), das 14h às 17h e das 18h às 21h30min; ou Departamento de Formação do SindBancários (Rua General Câmara, 424, terceiro andar), das 11h às 13h e das 14h às 19h.
Mais informações: pos@fapa.com.br ou telefone (51) 3382.8282 e  formação@sindbancarios.org.br ou telefone (51) 34331235
Investimento: uma parcela, paga no ato da inscrição, mais 18 x R$ 276,00. Bancários sindicalizados têm desconto de 10%

PT 31 anos: Berzoini destaca redução da desigualdade social e a força da militância


Na próxima quinta-feira (10), o PT comemora 31 anos de fundação, com uma marca histórica: um partido de esquerda que conquistou democraticamente a presidência da república por três vezes consecutivas. Entre as principais ações, o ex-presidente do partido, deputado Ricardo Berzoini (SP) destaca a redução da desigualdade social e a força da militância.
“O PT surgiu como um partido da esquerda brasileira com um projeto novo de organização, com uma visão de renovação da política brasileira, e ao longo desse período acumulou força suficiente para, não só se tornar um partido importante, mas uma alternativa real de poder. E no plano nacional, especialmente, nós rapidamente alçamos a condição de um partido que representa uma série de demandas populares por democracia, por descentralização econômica, orçamentária e, principalmente, pela redução da desigualdade social. Então podemos comemorar esses 31 anos com a certeza de que a caminhada até aqui foi vitoriosa, mas sem esquecer que ainda temos muito a fazer”.
A consolidação de um projeto político diferenciado para o País é uma conquista da militância do PT, que sempre foi a alma e razão do partido existir, afirma o ex-presidente Berzoini, que acredita na importância de cuidar dos petistas. “O nosso desafio é não descuidar dessa militância, é cuidar da democracia interna, dos mecanismos de decisão política pela base do partido e o fortalecimento da nossa relação com a sociedade civil”.
Para o deputado, um dos momentos mais marcantes de sua luta no partido foi no enfrentamento da crise política de 2005. Berzoini era na época o presidente do PT. “É claro que a eleição do Lula foi muito importante, uma grande vitória, mas a reeleição dele marcou pela circunstancia da crise política, pela maneira como enfrentamos o momento, as dificuldades que o partido passou. Acho que talvez um momento de afirmação, de satisfação pessoal, tenha sido poder comemorar a reeleição do Lula”.
Berzoini diz que o partido ainda tem uma grande luta pela frente e muitos desafios precisam ser superados ao longo dos anos, porém as expectativas são otimistas. “Precisamos consolidar a visão sobre como praticar política democrática dentro do partido e aprofundar a trajetória que levou a redução das desigualdades sociais e regionais, que construiu um novo projetoprojeto que pretende incluir os brasileiros num sentimento de consciência ambiental e social com a perspectiva de construir uma nação justa e democrática”. (Janary Damacena – Portal PT)